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Meio século de Taekwondo

C.M.G.K.Lee

Meio século de Taekwondo

Robert W.Young – Editor da Black Belt

Transcrevemos aqui a entrevista com Chief Master G.K.Lee, 8º BD – Arkansas –EUA, publicada na revista Black Belt dos EUA. Nela acompanhamos a história do TKD nos últimos 50 anos e compreendemos porque a ATA é a maior organização de Artes Marciais do mundo, com mais de 1 mil escolas , 300 mil alunos e mais de 3 mil Instrutores Certificados, apenas nos EUA, sem contar os membros espalhados pelo mundo.

BB: Como teve início a ATA (American Taekwondo Association)?
R: Meu irmão Haeng Ung Lee veio para cá em 1962, por isso celebramos o 50º aniversário da ATA em 2012. Ele começou uma pequena organização de várias artes marciais mixadas. Em 1969 ele criou a ATA, em Omaha, Nebraska e temos nos desenvolvido desde então.

BB: A ATA é considerada a maior organização de artes marciais do mundo. A que o Sr. atribui este sucesso?
R: Nós ensinamos habilidades para a vida, além de Arte Marcial, especialmente para crianças. Nós ensinamos a elas o que é certo fazer, a ser bons líderes e a respeitar aos outros. Isso explica porque tantas famílias e a comunidade em geral nos dá tanto apoio e reconhecimento.

BB: Eu notei que a ATA possui muitos membros mais velhos. Na maioria das organizações os alunos jovens deixam de treinar quando se tornam adultos. Por que na ATA tantas pessoas com 50, 60 anos, continuam treinando?
R: Porque nós temos diferentes estágios, para os diferentes níveis de desenvolvimento de nossos alunos. Para os alunos jovens nosso foco maior é na habilidade física da Songahm Taekwondo, treinamento em armas e também MMA. Para os adultos focamos na liderança, saúde e formação. Já para os alunos mais velhos ensinamos exercícios de controle da respiração, da mente e armas no estilo Tai-chi. Noso estilo yang-style tai chi tem se tornado popular entre nossos membros. Essa é uma das razões das pessoas continuarem treinando.

BB: Quando o Sr. diz “treinamento em armas” o Sr. está se referindo a treinos de fórmulas com armas tradicionais ou a luta com BMG?
R: Nós chamamos a luta de BMG de “combat weapons”. Você não pode lutar com essa arma porque ela é uma arma de defesa. Nós a usamos para que os alunos possam desenvolver importantes habilidades, como por exemplo a espada ou o bastão (SJB) porque eles realmente fortalecem muito os pulsos. A melhor parte é que a esgrima se transforma em autodefesa numa necessidade, por exemplo, se sua casa for invadida, você pode usar uma faca para lutar contra os agressores.
No treino tradicional de armas nós focamos no Kum, ou nas espadas retas ou no Do, espada curvada, que são parte da arte koreana do Kumdo.

BB: A ATA parece ser muito aberta para novas habilidades e técnicas de outras linhas, mas isso não acontece com a maioria das outras organizações. Por que vocês são diferentes?
R: Nós queremos o que é melhor para nossos alunos. Se voltarmos ao tempo de Bruce Lee, a maioria das artes marciais não ensinavam armas. A luta com as mãos vazias era suficiente até a década de 70, quando todo mundo queria aprender armas. Nos anos 80 e 90 todo mundo copiou o taekwondo, as pessoas do Kung Fu, do Karatê, Kickboxers etc. Nós apenas incorporamos o que achávamos valioso. Não existe mais segredos em artes marciais, por isso não tem razão para separar os estilos.

BB: A ATA também dá ênfase à autodefesa. Você poderia explicar essa parte do programa?
R: Em 1993 in Canyon Country, Califórnia, uma de nossas instrutoras, Verônica Estrada, foi morta. Nos sentimos culpados porque ela era Faixa Preta 2BD e deveria estar apta a se defender. Um de meus Mestres e eu fomos até Rickson Gracie e lhe perguntamos se poderia nos ensinar como nos defender de um sufocamento. É por isso que temos treinamento em autodefesa, com defesas numa luta corpo-a-corpo, luta de chão, contra ataques com faca ou bastões de baseball, todas as coisas. As habilidades em autodefesa vem das artes coreanas, filipinas e também do jiu-jitsu do Brasil.

BB: Para a ATA ter seu currículo composto por taekwondo tradicional, bem como a luta de chão brasileira e as armas filipinas , os líderes tiveram que manter a mente aberta. Isso é verdade?
R: Sim. O que temos que pensar é que o taekwondo é uma arte marcial. Antigamente todo sistema de artes maciais tinha que utilizar apenas armas. As técnicas eram usadas para ser mais brutal, quebra de braços, chutes rápidos etc. Porque as pessoas precisavam saber isso. Então eles se tornaram arte marcial: taekwondo, hapkido e outras.

BB: É correto afirmar que no passado havia uma compreensível união de várias habilidades que eram distintas de cada arte marcial, por exemplo, na Coréia, a espada veio do kumdo, chutes e socos vieram do taekwondo e a luta de contato veio do yudo?
R: Sim, é correto.

BB: E a ATA está tentando reintegrar todas essas habilidades técnicas pelo bem dos alunos?
R: Sim.

BB: Como o MMA entrou para este cenário?
R: Há 50 anos a arte marcial, em seu primeiro estágio, os homens gostavam de Mas Oyama ( um dos mais importantes Mestre de Karatê), ele lutava com bois para chamar a atenção. Não queremos voltar a este tempo. Nós queremos praticar a tradicional arte marcial juntas e cooperar para o benefício de todas. Por exemplo, nós gostaríamos de organizar um festival anual de artes marciais e convidar pessoas das artes tradicionais de todo lugar. Nós queremos implementar isso o mais breve possível e pelos próximos 50 anos. Assim ser capaz de ajudar as pequenas organizações que não tem espaço para seus alunos irem. Iremos promover os tradicionais valores das artes marciais.
MMA ofereceu um lugar para as pessoas irem e onde podem construir uma carreira mas com os valores tradicionais que acreditamos. Queremos manter esses valores enquanto oferecemos às pessoas diferentes coisas nas artes marciais. É por isso que ATA comporta pessoas de diferentes interesses como o IMAS, Integrated Martial Arts Systems, incluindo luta corpo-a-corpo, Sparrings com armas, e também ATA XMA, com Mike Chaturantabut. Desta forma, podemos manter os valores tradicionais das artes marciais em todas essas áreas, enquanto o MMA continua a crescer, sem vender nossa alma. Nós temos , antes, que vender nossa integridade.
Nós estamos começando a alcançar a China e isso deverá ser uma experiência gratificante.

BB: A ATA está nos EUA e na América do Sul e nós estamos falando em expansão para a China e Europa. O plano é estar em cada país, com os valores tradicionais acessíveis ao maior número de pessoas e, desta forma, preservar a arte marcial?
R: Sim. Nós estamos falando sobre a organização de um torneio mundial. Nós temos mais de 1000 escolas aqui nos EUA, e na América do Sul temos mais de 300. Por que não fazermos isso juntos? É uma situação em que todos saem ganhando.


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